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**Dicas básicas de birdwatching e fotografia de aves**

Cada espécie necessita de um conjunto de condições naturais para a sobrevivência, e cada uma em seu próprio habitat pode usufruir dessas condições mantendo assim a população estável.
O Birdwatcher responsável deve buscar sempre informações sobre o assunto em questão para que o seu hobby interfira um mínimo possível no ecossistema e na rotina das aves, não deve em hipótese alguma aproximar-se demasiadamente em época de reprodução, pois muitas espécies assustadas podem abandonar os ninhos.
Deve promover a consciência a respeito destas condições e procedimentos, de forma que a prática amadora ou profissional do hobby não ocorra às custas do bem estar das aves.
Só utilize o flash em casos de extrema necessidade, as aves não estão acostumadas, e podem ser feitas fotos maravilhosas só com a luz natural.

**Recomendações práticas**

**Observando aves**

A observação de aves é uma atividade que dia a dia encontra mais praticantes. As aves nos atraem quer pela beleza de sua plumagem, quer pela maviosidade de seu canto, quer pela habilidade e leveza de seu vôo. Assim é que nos encantamos com as saíras e tucanos, com os sabiás e sanhaços, com os urubus e as fragatas.
O observador de aves, à semelhança de quem aprende a andar de bicicleta, com o passar do tempo se torna mais hábil no seu ofício. Se a observação visual propriamente dita se acrescentar o reforço da identificação das vozes e apelos, descobrir-se-á um mundo de insuspeitada riqueza e de renovadas surpresas.
Aonde observar:
As aves estão distribuídas pelos mais variados ambientes. Há aves que se tornam tão adaptadas ao ambiente humano que nós, literalmente, tropeçamos nelas. É o caso dos pombos domésticos, das rolinhas e das várias espécies de tiranídeos conhecidos como bem-te-vis as quais são muito comuns nas ruas das nossas cidades. Isso sem falar das aves costeiras e marinhas que, basta-nos levantar os olhos para contá-las às dezenas voando nos céus do Rio de Janeiro. São os tesourões, ave-símbolo do nosso clube, os biguás com sua formação típica de vôo, os atobás e as gaivotas. Outras aves são próprias de ambientes abertos como os pastos e beiras de estradas; outras são florestais e afeitas a formações mais fechadas; outras, finalmente, são caracterizadas por terem hábitos noturnos como a maioria das corujas e os bacuraus. À proporção que nos tornamos mais experientes e mais perspicazes, nos tornamos também capazes de antecipar que espécies de aves são prováveis de ser encontradas em nossas incursões pelos variados ambientes. Com o tempo, ao conferirmos nossas listas de aves observadas a cada saída concluiremos, pela observação, que algumas são residentes, outras sazonais e outras apenas eventuais ou visitantes.
Como observar:
O observador deve manter olhos e ouvidos atentos. A aquisição de um bom binóculo é fundamental para tornar a atividade mais eficaz e prazerosa. O mundo que se descobre através das lentes de um binóculo de boa qualidade é fascinante. Recomenda-se adquirir um modelo com poder de aproximação de 7 a 10 vezes e com o objetiva de 30 a 50mm. Isso assegura que o equipamento terá um peso confortável para ser tranportado e um campo de visão suficientemente amplo para se enquadrar uma ave mesmo em movimento com relativa facilidade. Binóculos fora dessas especificações não são adequados para nossa atividade. Além do binóculo, aconselha-se adquirir um ou mais livros ilustrados com fotos ou desenhos (guias-de-campo) e gravações de vozes, gravações essas que estão aparecendo no mercado embora se destinem a regiões específicas o que não os limita se nos encontramos ou nos dirigimos para essas regiões.
Essas recomendações são importantes para qualquer observador pois o material inicialmente adquirido terá permanente utilidade. Entretanto, a melhor maneira de queimar etapas e evoluir rapidamente nessa arte é sair freqüentemente em pequenos grupos que incluam um ou mais observadores com mais experiência. É, conduzido pelas mãos desses peritos, que descobrimos a diversidade de espécies que se revelam visualmente ou pelas vozes, em ambientes aparentemente pobres, como se num passe de mágica.
Texto gentilmente cedido por COA-RJ